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| Espiritismo |
No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail. No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail. No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail. No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail. No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail.
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| O Centro Espírita |
Todas as religiões têm seus templos, que recebem os nomes mais variados: igreja, mesquita, abadia, catedral,pagode, basílica, etc. (Ver glossário no final da aula). Esses templos se destinam às orações, aos cultos, à prática de rituais, liturgias e à administração de sacramentos.
O templo espírita, comumente chamado Centro Espírita, difere muito dos outros templos religiosos, porque é uma casa com características muito peculiares.
O Centro Espírita não é casa de Deus, no sentido de haver a necessidade de ali comparecermos para a oração e adoração a Deus. Podemos orar, servir e adorar a Deus em qualquer lugar, conforme fazia Jesus, que ensinou a adoração em espírito e verdade. Quando a Samaritana, à beira do Poço de Jacó, perguntou ao Mestre se deveria adorar a Deus em Jerusalém, o Mestre respondeu-lhe que nem em Jerusalém, nem no monte (Monte Garizin, onde os samaritanos adoravam). Jesus ensinou: “Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade.” (Jo, 4: 4: 26) O Mestre quis com isso dizer que não há necessidade de irmos a um templo
para nos encontrarmos com Deus.
O Centro Espírita não é um templo destinado a solenidades ou ofícios religiosos, rituais ou liturgias, ou administração de sacramentos, como seja batizado, crisma, casamento, uma vez que o Espiritismo, tendo vindo para reviver os ensinos e exemplos de Jesus, na sua pureza e simplicidade iniciais, não agasalha nenhuma dessas práticas. O Centro Espírita não é, portanto, um local onde vamos nos encontrar com Deus e ofertar-Lhe nossas preces, mas é uma casa onde aprendemos, através do estudo, a sentir a Sua presença em todos os lugares, a fim de fazer-Lhe nossas oferendas na pessoa de Seus filhos, nossos irmãos, onde quer que estejamos.
É uma verdadeira escola do Espírito, e também uma casa de trabalho com Jesus, onde se desenvolvem inúmeras tarefas, de natureza material e espiritual, todas elas sob a proteção da prece. O que dá o caráter religioso ao Centro Espírita é a obediência aos preceitos evangélicos e a presença indispensável da oração no desempenho de todas as tarefas. Oramos, no início das atividades, buscando as bênçãos do Alto para o desenvolvimento das tarefas, e, no seu término, agradecemos pelos benefícios recebidos.
O Centro Espírita é um posto de socorro para males físicos e espirituais, que propicia o auxílio através da água fluidificada, do passe e da desobsessão, conforme Jesus ensinou e praticou. Não só os encarnados são beneficiados no Centro Espírita. Inúmeros espíritos desencarnados são conduzidos para o ambiente equilibrado e harmonioso que ali se forma pelas vibrações produzidas pelos bons pensamentos, a fim de receberem tratamento
e também orientação.
Em reuniões específicas, denominadas mediúnicas, cujos participantes devem ter prévio conhecimento doutrinário, sejam médiuns ou não, são orientados Espíritos que se encontram perturbados, necessitados de esclarecimento e de encaminhamento. Ali são amparados também Espíritos obsessores, aqueles que perseguem e tentam prejudicar encarnados e, às vezes, até outros desencarnados. Através desses trabalhos, que poderíamos chamar de “escola de evangelização para Espíritos desencarnados”, eles recebem orientação e são concitados a uma renovação interior, a fim de libertarem aqueles que perseguem.
Esse trabalho de enfermagem espiritual não ocorre só nas reuniões mediúnicas. Os Benfeitores espirituais trabalham também nas reuniões públicas e até nas aulas de evangelização de crianças. No ambiente equilibrado do Centro Espírita, esses Benfeitores espirituais encontram o campo mais adequado para o desenvolvimento de suas tarefas assistenciais a encarnados e desencarnados. André Luiz nos dá uma visão do que ocorre num Centro Espírita durante uma reunião: “Reuniam-se ali, para os olhos humanos trinta e cinco individualidades terrestres e, no entanto, em nosso círculo, o número de necessitados excedia de duas centenas, porquanto, agora, a assembléia estava acrescida de muitas entidades que formavam o séquito perturbador da maioria dos aprendizes ali congregados.” (Os Mensageiros, cap. 46)
Um Centro Espírita que cumpre realmente suas finalidades é um posto avançado da espiritualidade maior na Terra. Por isso, todos nós que participamos das atividades nele desenvolvidas devemos ter sempre em mente a responsabilidade que temos, em consonância com as tarefas a nós atribuídas e pelas quais respondemos perante a Vida Maior. Equipes espirituais desenvolvem regularmente trabalhos nos centros, observando o
compromisso do comparecimento em horário certo, conforme se depreende das palavras do Espírito encarregado da direção dos trabalhos da noite, em conversa com André Luiz: “Integramos um quadro de auxiliares, de acordo com a organização estabelecida pelos mentores da Esfera Superior.” Ao que André Luiz pergunta: “Quer dizer que, numa casa como esta, há colaboradores espirituais devidamente fichados, assim como ocorre
a médicos e enfermeiros num hospital terrestre comum?” E a resposta do Benfeitor foi afirmativa: “Perfeitamente.” (Nos Domínios da Mediunidade, cap. 17)
Algumas pessoas poderão pensar, ao tomar conhecimento da dinâmica e da diversidade de trabalhos desenvolvidos num Centro Espírita que ele deve ser considerado apenas como uma escola comum. Não devendo, por isso, aqueles que a freqüentam, ter maiores preocupações com o seu comportamento, com o que falam, com determinadas músicas que cantam, etc. Nada mais errado. Se ainda não aprendemos a falar só o que é bom e construtivo e a cantar músicas “que não ofendem a Jesus e nem ferem a ninguém”, como diz o Hino da Alegria Cristã, devemos, ao menos, nos calar no centro. Não porque ali seja um santuário, uma casa sagrada, mas porque devemos preservar o ambiente harmonioso, equilibrado, que constitui um verdadeiro refúgio para os Trabalhadores do Alto e local propício ao socorro dos necessitados desencarnados. É por essa razão que devemos tomar o máximo cuidado com festinhas, teatros e outras atividades estranhas às tarefas normais do Centro Espírita.
O Centro Espírita é uma escola, onde não há mestres. Todos somos estudantes, todos somos alunos de Jesus. Os que sabem um pouco mais dividem com os outros, assim como nós estamos fazendo agora, repartindo sempre aquilo que sabemos, uns com os outros, nas aulas de evangelização, nas reuniões de estudos, ou em grupos de estudos específicos.
Nas casas espíritas não só aprendemos a repartir aquilo que sabemos, mas também aquilo que temos. Ali são desenvolvidas também tarefas de socorro aos materialmente necessitados, através da chamada assistência social. Os departamentos de serviço assistencial dos centros encaminham gêneros alimentícios e roupas aos necessitados. Existem centros espíritas que desenvolvem trabalhos junto às gestantes, doando-lhes enxovais para recém-nascidos e ensinando as futuras mães como deverão cuidar deles.
Há centros que fazem distribuição de alimento já preparado, como seja a “sopa”. Os centros bem orientados não entregam pura e simplesmente o socorro material, mas aproveitam essas reuniões para darem orientação de higiene, de cuidado com as crianças, de convivência na sociedade e, principalmente, ensinamentos do Evangelho de Jesus. Há casas que, dispondo de trabalhadores de boa vontade em grande número, promovem
cursos através dos quais preparam os “socorridos” para o trabalho, a fim de que deixem a condição de mendicância.
Existem centros que promovem até reparos e mesmo construções de casas simples para desabrigados, ao tempo em que procuram legalizar a situação de crianças sem registro civil. Há também a distribuição de material escolar e o incentivo à criança para que freqüente regularmente a escola.
É por todas essas razões que o Centro E spírita não pode ser considerado uma casa de oração, mesmo porque Jesus não estabeleceu nenhum lugar em especial para qualquer tipo de atividade religiosa. Ele orou, ensinou, amparou, consolou, curou, alimentou nos momentos em que se fez necessário. Nessas oportunidades o Mestre tinha plena consciência de estar em presença de Deus, ensinando-nos, através do exemplo, que o Pai está em todo lugar e que em todo lugar podemos orar a Ele e servi-Lo na pessoa dos Seus filhos.
Com o advento da III Revelação, voltou à Terra a idéia e a prática da religião dinâmica, não-contemplativa, que Jesus trouxe. Essa religião dinâmica é ensinada e exemplificada no Centro Espírita, que não deve ser encarado como casa de Deus, mas como casa de trabalho, em nome de Deus.
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| Influência do Espiritismo no Progresso |
798. O Espiritismo se tornará crença comum, ou ficará sendo partilhado, como crença, apenas por algumas pessoas?
“Certamente que se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade, porque está na natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes lutas, mais contra o interesse, do que contra a convicção, porquanto não há como dissimular a existência de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras por causas inteiramente materiais. Porém, como virão a ficar insulados, seus contraditores se sentirão forçados a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos.”
As idéias só com o tempo se transformam; nunca de súbito. De geração em geração, elas se enfraquecem e acabam por desaparecer, paulatinamente, com os que as professavam, os quais vêm a ser substituídos por outros indivíduos imbuídos de novos princípios, como sucede com as idéias políticas. Vede o paganismo. Não há hoje mais quem professe as idéias religiosas dos tempos pagãos. Todavia, muitos séculos após o advento do Cristianismo, delas ainda restavam vestígios, que somente a completa renovação das raças conseguiu apagar. Assim será com o Espiritismo. Ele progride muito; mas, durante duas ou três gerações, ainda haverá um fermento de incredulidade, que unicamente o tempo aniquilará. Sua marcha, porém, será mais célere que a do Cristianismo, porque o próprio Cristianismo é quem lhe abre o caminho e serve de apoio. O Cristianismo tinha que destruir; o Espiritismo só tem que edificar.
799. De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?
“Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens a grande solidariedade que os há de unir como irmãos.” 800. Não será de temer que o Espiritismo não consiga triunfar da negligência dos homens e do seu apego às coisas materiais?
“Conhece bem pouco os homens quem imagine que uma causa qualquer os possa transformar como que por encanto. As idéias só pouco a pouco se modificam, conforme os indivíduos, e preciso é que algumas gerações passem, para que se apaguem totalmente os vestígios dos velhos hábitos. A transformação, pois, somente com o tempo, gradual e progressivamente, se pode operar. Para cada geração uma parte do véu se dissipa. O Espiritismo vem rasgá-lo de alto a baixo. Entretanto, conseguisse ele unicamente corrigir num homem um único defeito que fosse e já o haveria forçado a dar um passo. Ter-lhe-ia feito, só com isso, grande bem, pois esse primeiro passo lhe facilitará os outros.” 801. Por que não ensinaram os Espíritos, em todos os tempos, o que ensinam hoje?
“Não ensinais às crianças o que ensinais aos adultos e não dais ao recém-nascido um alimento que ele não possa digerir. Cada coisa tem seu tempo. Eles ensinaram muitas coisas que os homens não compreenderam ou adulteraram, mas que podem compreender agora. Com seus ensinos, embora incompletos, prepararam o terreno para receber a semente que vai frutificar.” 802. Visto que o Espiritismo tem que marcar um progresso da Humanidade, por que não apressam os Espíritos esse progresso, por meio de manifestações tão generalizadas e patentes, que a convicção penetre até nos mais incrédulos?
“Desejaríeis milagres; mas, Deus os espalha a mancheias diante dos vossos passos e, no entanto, ainda há homens que o negam. Conseguiu, porventura, o próprio Cristo convencer os seus contemporâneos, mediante os prodígios que operou? Não conheceis presentemente alguns que negam os fatos mais patentes, ocorridos às suas vistas? Não há os que dizem que não acreditariam, mesmo que vissem? Não; não é por meio de prodígios que Deus quer encaminhar os homens. Em sua bondade, ele lhes deixa o mérito de se convencerem pela razão.”
("O Livro dos Espíritos" - Cap. VIII, Da lei do progresso)
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"Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra."
("O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Capítudo XX - Item 5)
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